SEDE > Av. Nossa Senhora de Copacabana, 709 - 5º andar:
➢ QUARTAS-FEIRAS: ÀS 8h30m e ÀS 19h30m;
➢ SEXTAS-FEIRAS, ÀS 16h
NÚCLEO PAULO e ESTEVÃO > Rua Rodolfo Dantas, loja 97 (térreo) Copacabana (21 3208-5264)
Semana: de 2 de Março a 8 de Março de 2026
REUNIÃO VIRTUAL SEMANAL
ESTRÉIA
Dia 2 de Março (segunda-feira), às 19h pelo canal do Lar de Tereza no YouTube

Expositor(a): MARISA CORRRÊA
Integrante do Abrigo Teresa de Jesus (Maracanã, Rio de Janeiro/RJ)

919. Qual o meio prático mais eficaz que tem o homem de se melhorar nesta vida e de
resistir à atração do mal?
“Um sábio da antiguidade vo-lo disse: Conhece-te a ti mesmo.”
a) — Conhecemos toda a sabedoria desta máxima, porém a dificuldade está precisamente
em cada um conhecer--se a si mesmo. Qual o meio de consegui-lo?
“Fazei o que eu fazia, quando vivi na Terra: ao fim do dia, interrogava a minha consciência, passava
revista ao que fizera e perguntava a mim mesmo se não faltara a algum dever, se ninguém tivera motivo
para de mim se queixar.
Foi assim que cheguei a me conhecer e a ver o que em mim precisava de reforma. Aquele que,
todas as noites, evocasse todas as ações que praticara durante o dia e inquirisse de si mesmo o bem ou o
mal que houvera feito, rogando a Deus e ao seu anjo-de-guarda que o esclarecessem, grande força
adquiriria para se aperfeiçoar, porque, crede-me, Deus o assistiria. Dirigi, pois, a vós mesmos perguntas,
interrogai-vos sobre o que tendes feito e com que objetivo procedestes em tal ou tal circunstância, sobre
se fizestes alguma coisa que, feita por outrem, censuraríeis, sobre se obrastes alguma ação que não
ousaríeis confessar. Perguntai ainda mais: ‘Se aprouvesse a Deus chamar-me neste momento,
teria que temer o olhar de alguém, ao entrar de novo no mundo dos Espíritos, onde nada pode ser
ocultado?”
“Examinai o que pudestes ter obrado contra Deus, depois contra o vosso próximo e, finalmente,
contra vós mesmos. As respostas vos darão, ou o descanso para a vossa consciência, ou a indicação de um
mal que precise ser curado.
“O conhecimento de si mesmo é, portanto, a chave do progresso individual. Mas, direis, como há de
alguém julgar-se a si mesmo? Não está aí a ilusão do amor-próprio para atenuar as faltas e torná-las
desculpáveis?
O avarento se considera apenas econômico e previdente; o orgulhoso julga que em si só há
dignidade. Isto é muito real, mas tendes um meio de verificação que não pode iludir-vos. Quando
estiverdes indecisos sobre o valor de uma de vossas ações, inquiri como a qualificaríeis, se praticada por
outra pessoa. Se a censurais noutrem, não na podereis ter por legítima quando fordes o seu autor, pois
que Deus não usa de duas medidas na aplicação de sua justiça. Procurai também saber o que dela pensam
os vossos semelhantes e não desprezeis a opinião dos vossos inimigos, porquanto esses nenhum interesse
têm em mascarar a verdade e Deus muitas vezes os coloca ao vosso lado como um espelho, a fim de que
sejais advertidos com mais franqueza do que o faria um amigo. Perscrute, conseguintemente, a sua
consciência aquele que se sinta possuído do desejo sério de melhorar-se, a fim de extirpar de si os maus
pendores, como do seu jardim arranca as ervas daninhas; dê balanço no seu dia moral para, a exemplo do
comerciante, avaliar suas perdas e seus lucros e eu vos asseguro que a conta destes será mais avultada
que a daquelas. Se puder dizer que foi bom o seu dia, poderá dormir em paz e aguardar sem receio o
despertar na outra vida.
“Formulai, pois, de vós para convosco, questões nítidas e precisas e não temais multiplicá-las. Justo
é que se gastem alguns minutos para conquistar uma felicidade eterna. Não trabalhais todos os dias com o
fito de juntar haveres que vos garantam repouso na velhice? Não constitui esse repouso o objeto de todos
os vossos desejos, o fim que vos faz suportar fadigas e privações temporárias? Pois bem! que é esse
descanso de alguns dias, turbado sempre pelas enfermidades do corpo, em comparação com o que espera
o homem de bem? Não valerá este outro a pena de alguns esforços? Sei haver muitos que dizem ser
positivo o presente e incerto o futuro. Ora, esta exatamente a idéia que estamos encarregados de eliminar
do vosso íntimo, visto desejarmos fazer que compreendais esse futuro, de modo a não restar nenhuma
dúvida em vossa alma. Por isso foi que primeiro chamamos a vossa atenção por meio de fenômenos
capazes de ferir-vos os sentidos e que agora vos damos instruções, que cada um de vós se acha
encarregado de espalhar. Com este objetivo é que ditamos O Livro dos Espíritos.”
SANTO AGOSTINHO
Muitas faltas que cometemos nos passam despercebidas. Se, efetivamente, seguindo o conselho de
Santo Agostinho, interrogássemos mais amiúde a nossa consciência, veríamos quantas vezes falimos
sem que o suspeitemos, unicamente por não analisarmos a natureza e o móvel dos nossos atos. A forma
interrogativa tem alguma coisa de mais preciso do que qualquer máxima, que muitas vezes deixamos de
aplicar a nós mesmos. Aquela exige respostas categóricas, por um sim ou um não, que não abrem lugar
para qualquer alternativa e que não outros tantos argumentos pessoais. E, pela soma que derem as
respostas, poderemos computar a soma de bem ou de mal que existe em nós.
Sugestões bibliográficas:
- Encontro Marcado – Cap. 55 – “Também por Nós”; - F. C. Xavier/Emmanuel, FEB.
- As Leis Morais – Pág. 196 – “Conhece-te a ti mesmo” - Rodolfo Calligaris, FEB.
- Autodescobrimento - “Autodescobrimento”; Joanna de Ângelis – Divaldo P. F., LEAL;
O dever do espírita-cristão é tornar-se progressivamente melhor.
Útil, assim, verificar, de quando em quando, com rigoroso exame pessoal, a nossa verdadeira situação íntima.
Espírita que não progride durante três anos sucessivos permanece estacionário.
Testa a paciência própria: - Estás mais calmo, afável e compreensivo?
Inquire as tuas relações na experiência doméstica:
- Conquistaste mais alto clima de paz dentro de casa?
- Investiga as atividades que te competem no templo doutrinário:
- Colaboras com mais euforia na seara do Senhor?
Observa-te nas manifestações perante os amigos:
- Trazes o Evangelho mais vivo nas atitudes?
Reflete em tua capacidade de sacrifício:
- Notas em ti mesmo mais ampla disposição de servir voluntariamente?
Pesquisa o próprio desapego:
- Andas um pouco mais livre do anseio de influência e de posses terrestres?
Usas mais intensamente os pronomes “nós”, “nosso” e “nossa” e menos os determinativos “eu”, “meu” e “minha”?
Teus instantes de tristeza ou de cólera surda, às vezes tão conhecidos somente por ti, estão presentemente mais raros?
Diminuíram-te os pequenos remorsos ocultos no recesso da alma?
Dissipaste antigos desafetos e aversões?
Superaste os lapsos crônicos de desatenção e negligência?
Estudas mais profundamente a Doutrina que professas?
Entendes melhor a função da dor?
Ainda cultivas alguma discreta desavença?
Auxilias aos necessitados com mais abnegação?
Tens orado realmente?
Teus ideais evoluíram?
Tua fé raciocinada consolidou-se com mais segurança?
Tens o verbo mais indulgente, os braços mais ativos e as mãos mais abençoadoras?
“Examinai o que pudestes ter obrado contra Deus, depois contra o vosso próximo e, finalmente, contra vós mesmos. As respostas vos darão, ou o descanso para a vossa consciência, ou a indicação de um mal que precise ser curado.
“O conhecimento de si mesmo é, portanto, a chave do progresso individual. Mas, direis, como há de alguém julgar-se a si mesmo? Não está aí a ilusão do amor-próprio para atenuar as faltas e torná-las desculpáveis?
O avarento se considera apenas econômico e previdente; o orgulhoso julga que em si só há dignidade. Isto é muito real, mas tendes um meio de verificação que não pode iludir-vos. Quando estiverdes indecisos sobre o valor de uma de vossas ações, inquiri como a qualificaríeis, se praticada por outra pessoa.
Evangelho é alegria no coração: - Estás, de fato, mais alegre e feliz intimamente, nestes três últimos anos?
Tudo caminha! Tudo evolui! Confiramos o nosso rendimento individual com o Cristo!
Sopesa a existência hoje, espontaneamente, em regime de paz, para que te não vejas na obrigação de sopesá-la amanhã sob o impacto da dor.
Não te iludas! Um dia que se foi é mais uma cota de responsabilidade, mais um passo rumo à Vida Espiritual, mais uma oportunidade valorizada ou perdida.
Interroga a consciência quanto à utilidade que vens dando ao tempo, à saúde e aos ensejos de fazer o bem que desfrutas na vida diária.
Faze isso agora, enquanto te vales do corpo humano, com a possibilidade de reconsiderar diretrizes e desfazer enganos facilmente, pois, quando passares para o lado de cá, muita vez, já será mais difícil...
ANDRÉ LUIZ
(Do livro: Opinião Espírita, Cap. 1, F. C. Xavier/Emmanuel, W. Vieira/A. Luiz, Boa Nova/FEB)
OBS: Para consultar a programação do mês, completa, acesse o NRI: Novos Rumos Informativo, clicando aqui.